Especialistas avaliam consequências para o mercado agropecuário

A especialista Lygia Pimentel, da Agrifatto, analisou o veto recente da União Europeia à carne bovina do Brasil e suas consequências para o setor agropecuário nacional.
Pimentel destacou que a participação da União Europeia nas exportações brasileiras é de apenas 3,5%, o que indica que o impacto do veto é bastante contido. A quantidade de carne bovina enviada para esse mercado é relativamente pequena, embora a UE seja uma importadora que paga em dia.
O Brasil exporta cerca de 10.000 toneladas de carne bovina para a União Europeia mensalmente e a previsão para 2025 é de 128.000 toneladas nos 12 meses. Por outro lado, a China continua sendo um mercado estratégico para o Brasil.
A análise da especialista apontou que o veto já era uma expectativa no setor. Pimentel notou que a influência nas cotações do mercado pecuário será mínima, ressaltando que, a partir de setembro, a oferta de animais terminados deve sofrer diminuição, o que poderá impactar os preços.
Com o bloqueio aplicado pela China e a limitação das exportações para 1.000 toneladas, o Brasil enfrentará uma sobretaxa de 55% nas vendas para o mercado asiático, o que pode tornar essas exportações inviáveis. A adaptação a novos mercados será essencial para minimizar os efeitos adversos dessa situação.
✨ O veto da UE pode ter impacto limitado, mas a adaptação a novos mercados se torna crucial.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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