Preocupação com segurança de paraquedistas leva a notificação

A Prefeitura de Boituva notificou a cidade vizinha de Iperó pedindo a revogação de um decreto que permite voos de balão à tarde. O município alega que esta prática apresenta riscos à segurança dos paraquedistas na região.
O decreto de Iperó, publicado na última sexta-feira, autoriza os voos de balão no período da tarde entre os meses de maio e agosto. Segundo Boituva, a presença de balões em Iperó pode representar um perigo sério para o funcionamento do Centro Nacional de Paraquedismo, uma vez que a manobrabilidade dos balões é restrita e depende das condições do vento.
De acordo com Boituva, a área designada para os saltos, que possui a Área Restrita SBR-427, foi homologada pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e é exclusivamente dedicada ao lançamento de paraquedistas, abrangendo uma altitude de até 14.000 pés.
A Prefeitura de Boituva já havia iniciado negociações com o prefeito de Iperó, Leonardo Folim, após a publicação do decreto, mas decidiu formalizar o pedido em busca de segurança jurídica e operacional. 'A atividade transcende os limites territoriais, e solicitamos a suspensão imediata dos voos à tarde', afirma a nota oficial.
✨ Boituva solicita a suspensão imediata dos voos de balão à tarde para garantir a segurança dos paraquedistas.
Por outro lado, a Prefeitura de Iperó defende que o decreto visa regulamentar a atividade de balonismo de forma geral, e que os voos à tarde são excepcionais, com a condição de não interferirem no espaço aéreo reservado para paraquedismo.
A Prefeitura de Iperó também ressalta que voos de balão à tarde são realizados ocasionalmente em Boituva, como durante o Campeonato Brasileiro de Balonismo, indicando que a coordenação entre as atividades é possível. Segundo a nota, as normas para a prática serão discutidas com as autoridades competentes durante o prazo de 30 dias para a validade do regulamento.
A regulamentação do espaço aéreo é de competência do Governo Federal. Assim, Iperó considera a notificação de Boituva como uma contribuição para a análise de riscos relativas às atividades aéreas na região.
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