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Laudo revela falhas no acidente do avião da Voepass em Vinhedo

Investigação mostra que alerta de gelo precedeu a tragédia

Gabriel Rodrigues06 de agosto de 2026 às 16:10
Laudo revela falhas no acidente do avião da Voepass em Vinhedo

Um relatório elaborado pela Polícia Federal e divulgado nesta quinta-feira (6) detalha os eventos que levaram à queda do avião ATR 72-500 da Voepass, que ocorreu em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo, interior de São Paulo. O documento revela uma série de alertas que começaram mais de uma hora antes do impacto, refletindo sérios problemas técnicos enfrentados pela aeronave durante o voo.

Cronologia da Queda

De acordo com os peritos, a decolagem ocorreu às 14h58min22, do Aeroporto de Cascavel (PR). Apenas um minuto e meio depois, o piloto automático foi ativado. No entanto, após cerca de 15 minutos de voo, a aeronave emitiu seu primeiro alerta de detecção de gelo. Um novo aviso de falha no sistema de degelo surgiu menos de um minuto depois, indicando problemas contínuos.

Por volta das 16h17min31, novo alerta de formação de gelo foi registrado, revelando que as condições adversas persistiam. Com o desempenho da aeronave em declínio, a tripulação não seguiu os procedimentos recomendados, de acordo com o laudo da PF, levando a uma série de sinais de degradação operacional.

O acidente resultou na morte de todas as 62 pessoas a bordo.

Momentos Críticos da Queda

Às 16h21min01, a aeronave sofreu um grave desvio de rolamento, resultando em um estol e, consequentemente, na perda de controle. A sequência de alarmes e os registros de velocidade indicaram a dificuldade em manter a estabilidade, culminando no aviso de proximidade com o solo pouco antes do impacto.

No total, a aeronave completou aproximadamente cinco voltas e meia em parafuso descendente, descendo a uma taxa de cerca de 12 mil pés por minuto antes de colidir com o solo.

Histórico de Falhas

O relatório ainda aponta que o sistema de degelo do avião havia apresentado falhas em quatro voos anteriores ao acidente. Os alertas de falha eram recorrentes, mas a tripulação não documentou adequadamente os problemas. A Polícia Federal conclui que a omissão por parte da equipe impediu a tomada de decisões que poderiam ter evitado a tragédia.

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