Expectativas do mercado mudam após resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.

A economia brasileira iniciou outubro com indicadores mistos de atividade e emprego, enfrentando pressões inflacionárias e incertezas no cenário global.
De acordo com uma análise do Rabobank, o resultado do primeiro turno da eleição presidencial gerou mudanças nas expectativas do mercado, afetando o câmbio.
✨ O real valorizou-se 4,2% na segunda-feira após a votação, em resposta à expectativa de um ajuste fiscal mais rápido.
Nos Estados Unidos, o núcleo do índice de inflação PCE subiu 0,2% no mês, abaixo da projeção de 0,3%, e a criação de vagas ficou em 29 mil, bem abaixo da expectativa de 90 mil, com o desemprego aumentando para 4,2%.
Este cenário reforça a expectativa de que os juros pelo Federal Reserve serão mantidos no curto prazo. A tensão entre EUA e Irã também continua a impactar o mercado, com o petróleo Brent ultrapassando US$ 100 por barril.
No Brasil, Flávio Bolsonaro (PL) superou as pesquisas e terminou o primeiro turno à frente, contribuindo para a onda de valorização do real.
O dólar encerrou a semana anterior a R$ 5,2115, com uma depreciação de 0,60% da moeda brasileira.
Entre os principais indicadores, o IGP-M teve uma alta de 1,57% em setembro, após três meses de queda, enquanto a produção industrial caiu 0,6% em agosto na comparação mensal e 1,2% em relação ao ano anterior.
Em agosto, o governo central apresentou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões, embora o crescimento das receitas tenha superado o das despesas.
O crédito total cresceu 9,2% em 12 meses, ligeiramente abaixo dos 9,3% registrados em julho.
A taxa de desemprego manteve-se em 5,3%, com a criação de 165,8 mil empregos formais, superando as previsões.
Para esta semana, o Rabobank antecipa uma alta de 0,74% no IPCA de setembro, que será divulgado na sexta-feira (9), representando 4,5% em 12 meses. A balança comercial também está programada para divulgação.
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Jornalista especializado em Economia

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