Com quase 9 milhões a mais que homens, eleitoras podem selecionar o próximo presidente.

As mulheres representam praticamente 9 milhões de eleitoras a mais que os homens, um fator que pode ser determinante em um país polarizado como o Brasil. Na última eleição presidencial, em 2022, a disputa foi decidida por uma diferença de cerca de 2 milhões de votos entre Lula e Jair Bolsonaro. Em um cenário tão acirrado, cada voto conta.
No contexto das eleições de 2026, as tendências indicam que as mulheres estão inclinadas a votar predominantemente contra o bolsonarismo. De acordo com as pesquisas da Quaest, a rejeição à candidatura de Flávio Bolsonaro entre as mulheres chega a 57%. No entanto, a avaliação positiva do governo Lula tem diminuído, caindo de 40% no início de setembro para 33% até o dia 21 do mesmo mês.
Comparando com as eleições de 2018, onde 37% das mulheres votaram em Bolsonaro contra 42% em Haddad, a pesquisa pré-eleitoral de 2022 revelava que 49% das mulheres pretendiam votar em Lula, em comparação a 38% em Bolsonaro entre as mulheres.
✨ As oscilações no eleitorado feminino mostram que a distância entre os candidatos vem diminuindo, com Lula perdendo terreno para Flávio Bolsonaro, especialmente no Sudeste, onde a presença feminina na votação é significativa.
Essa dinâmica revela um eleitorado feminino em movimento, com as mulheres apresentando oscilações relevantes nas intenções de voto, fortalecendo sua tomada de decisão. Apesar da resistência ao bolsonarismo, o crescimento de Flávio Bolsonaro em regiões como o Sudeste deve ser monitorado com atenção.
As campanhas eleitorais já se adaptaram a esse cenário em busca do voto feminino. Flávio Bolsonaro apresentou propostas públicas direcionadas às mulheres, buscando reafirmar sua imagem de protetor da família, enquanto Lula associa seu adversário ao machismo, ofertando políticas de proteção e autonomia.
Além disso, as betes, ou apostas, estão emergindo como um tópico crucial, com as mulheres expressando preocupações mais acentuadas sobre o tema em comparação aos homens, destacando a fala sobre endividamento e suas consequências sociais.
É essencial entender que o voto feminino não é homogêneo, variando segundo fatores como classe, raça e região. A análise das tendências de voto entre as mulheres pode oferecer uma reflexão mais profunda sobre as reais demandas e prioridades desse eleitorado nas próximas eleições.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Política

Decisão do presidente Kassio Nunes Marques impede veiculação de jingle com críticas ao senador.

Pesquisa destaca desafios enfrentados pelos candidatos em meio à crise do STF

Levantamento aponta que 38% dos eleitores consideram que a situação do tribunal prejudica a candidatura de Lula.

Resultados da pesquisa indicam um empate técnico nas intenções de voto.