Mudança nas jornadas de trabalho gera preocupações sobre produtividade

O adiamento do relatório que sugere o fim da jornada de trabalho de 6x1 e a redução da carga horária sem prejuízo salarial gerou intensos debates sobre suas consequências, conforme aponta análise de Tirso Beirelles, presidente da FAESP.
Beirelles expressou sérias inquietações acerca da proposta governamental, que, segundo ele, ignora aspectos cruciais da produtividade e do bem-estar dos trabalhadores. Ele advertiu que uma alteração abrupta na carga de trabalho pode ocasionar uma queda de até 7% no PIB, além de exacerbar a falta de mão de obra qualificada, o que poderia resultar na mecanização de processos produtivos.
O presidente da FAESP enfatizou a complexidade da situação atual, ressaltando também a relevância da reforma tributária que está em andamento. Ele apontou que é fundamental desenvolver estratégias a longo prazo que assegurem a saúde do setor produtivo e previnam o aumento da informalidade e do desemprego.
Beirelles trouxe à tona o exemplo dos Estados Unidos, onde mudanças na carga de trabalho demoraram 15 anos para serem implementadas, preservando uma jornada de 44 horas semanais. Ele argumentou que qualquer modificação deve ser planejada de maneira eficaz, tendo em mente tanto o trabalhador quanto o setor produtivo.
✨ Mudanças na carga de trabalho exigem planejamento cuidadoso para não impactar a economia.
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Jornalista especializado em Economia

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