Desaceleração no índice reflete queda em preços do atacado e do consumidor

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma queda de 0,86% na segunda prévia de maio, após uma alta de 2,64% no mesmo período de abril, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Este resultado é uma significativa mudança em comparação ao incremento de 0,27% observado na primeira prévia de maio e evidencia uma desaceleração generalizada de todos os componentes do índice.
O componente que mais influenciou essa queda foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que passou de uma alta de 3,41% na segunda prévia de abril para um aumento de apenas 0,98% em maio. Essa desaceleração sugere uma perda de ritmo nos preços praticados no atacado, que têm um peso significativo no IGP-M.
✨ O IGP-M, utilizado como referência em contratos de aluguel e reajustes de serviços, se torna central para o acompanhamento da inflação e dos custos operacionais.
Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também apresentou uma desaceleração, passando de 0,82% em abril para 0,52% em maio. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também desacelerou, caindo de 1,01% para 0,73%.
As variações no IPA-M são especialmente relevantes para o setor agropecuário, uma vez que refletem mudanças em preços ao produtor e no atacado, o que pode influenciar a formação de preços de insumos e produtos. A FGV não especificou quais grupos contribuíram para a desaceleração nesta leitura, deixando em aberto a análise detalhada dos fatores envolvidos.
O IGP-M é um indicador de inflação que serve como base para vários contratos, desde aluguéis até reajustes de serviços, o que o torna um termômetro importante para produtores e empresas em relação aos custos operacionais.
Essa redução no ritmo inflacionário observada na segunda prévia de maio sugere uma tendência que pode se manter, mas novas leituras serão necessárias para confirmar essa continuidade ao longo do mês.
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Jornalista especializado em Economia

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