Reajuste do Bolsa Família também é anunciado em cerimônia no Palácio do Planalto.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (17) que o governo está considerando novas medidas para enfrentar o crescente endividamento das famílias brasileiras. Segundo Durigan, as duas edições do programa Desenrola funcionaram como 'doses de vacina' no combate ao problema.
Durante sua fala, o ministro explicou que o primeiro Desenrola representou uma vacina inicial e que a segunda edição serviu como uma continuação do esforço. 'Vamos seguir pensando em oferecer novas vacinas para ajudar as pessoas a virar a página', afirmou.
✨ Os recordes nos índices de endividamento e inadimplência têm preocupado o governo. Em julho, a inadimplência da carteira de crédito total chegou a 4,9%, o maior índice desde 2011.
A declaração de Durigan foi feita durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um reajuste do Bolsa Família, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777, refletindo uma correção de 15,04% de acordo com a inflação medida pelo INPC.
Durigan ressaltou que o governo continuará a buscar formas de garantir crédito acessível e sustentável, evitando abusos. O impacto fiscal do reajuste do Bolsa Família será de R$ 5,8 bilhões para este ano, com uma previsão de R$ 22 bilhões em 2027, quando o Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual) será ajustado.
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