Setores de vestuário e bebidas lideram as perdas econômicas

A pirataria elevou as perdas financeiras no Brasil a impressionantes R$ 473 bilhões em 2025, conforme relatório do Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP). Este valor representa uma alta de 64% em comparação aos últimos cinco anos, equivalendo a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
As indústrias de vestuário e bebidas foram as mais afetadas, acumulando prejuízos de R$ 87 bilhões e R$ 83 bilhões, respectivamente. Outros setores significativos incluem combustíveis com perdas de R$ 29 bilhões e produtos de perfumaria que sofreram R$ 21 bilhões em perdas.
O agronegócio não ficou imune a essa realidade. Os defensivos agrícolas, um setor vital, registraram perdas de R$ 21 bilhões, evidenciando a gravidade da falsificação que impacta também a agricultura brasileira.
Edson Vismona, presidente do FNCP, declarou que os danos causados pela pirataria afetam a competitividade das empresas formais, além de comprometer a arrecadação governamental. Ele aponta que o crescimento das operações ilegais está associado ao fortalecimento de organizações criminosas no país.
"Essas facções atuam de forma sofisticada, utilizando a venda ilegal como um meio de demarcação de território
✨ A pirataria impacta não apenas a economia, mas também o crescimento de facções criminosas.
O advogado criminalista Nicolau Cavalcante destacou a evolução do comércio ilegal em ambientes digitais. Ele ressalta que a tecnologia facilitou a venda de produtos falsificados através das redes sociais, o que complica a fiscalização que agora precisa abordar não só as fronteiras e portos, mas também plataformas online.
Cavalcante também apontou que o desafio para o combate à pirataria é acentuado pela constante inovação das táticas. Recentemente, a Receita Federal implementou regras que permitem a apreensão de produtos suspeitos sem a necessidade de autorização judicial, agilizando a resposta contra a pirataria.
A conscientização do público sobre os riscos associados à compra de produtos falsificados tem avançado, mas ainda é um campo a ser explorado. Os consumidores frequentemente não percebem o impacto que a evasão fiscal pode ter na sociedade como um todo e como isso alimenta atividades criminosas.
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Jornalista especializado em Economia

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