Decisões em Tribunais Regionais desafiam normas de defesa comercial

O setor de alho no Brasil está vivendo uma crise de segurança jurídica sem precedentes, com importadoras conseguindo liminares que liberam a entrada de alho chinês sem o pagamento do direito antidumping.
Essas decisões, que ignoram as normativas de defesa comercial existentes, ocorreram apesar da suspensão imposta pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que buscou conter a prática de dumping – introdução de produtos a preços artificialmente baixos.
✨ Decisões judiciais em Tribunais Regionais ameaçam a subsistência de milhares de pequenos produtores.
O Brasil combate o dumping chinês com uma sobretaxa de US$ 0,78 por quilo de alho importado. No entanto, decisões favoráveis a importadores têm surgido, criando um ambiente de 'corredor de exceção' enquanto magistrados aplicam normas revogadas para justificar seus julgamentos.
Recentes análises judiciais revelam um padrão preocupante onde decisões monocráticas desafiam a legislação vigente.
A nova Resolução GECEX nº 797/2025, que efetivamente substituiu a antiga Portaria SECINT nº 4.593/2019, expandiu o direito antidumping por mais cinco anos. Entretanto, as decisões emitidas pelos TRFs ainda se baseiam em interpretações superadas, que desafiam a natureza extrafiscal deste direito.
A continuidade dessas práticas pode comprometer a saúde econômica de agricultores e a eficácia das políticas de proteção comercial no Brasil.
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Jornalista especializado em Economia

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