Eleitores escolhem novos legisladores em meio a desconfiança nas instituições

Os eleitores israelenses se prepararão para ir às urnas no dia 27 de outubro, data em que ocorrerão as eleições que renovarão o legislativo do país. O Parlamento, conhecido como Knesset, é responsável por escolher o próximo governo.
Desde sua fundação em 1948, o Knesset é um símbolo da democracia israelense, tendo herdado seu nome da Grande Assembleia Judaica, que remonta ao período pós-exílio na Babilônia. A primeira legislatura temporária foi o Conselho do Povo, seguido pela Assembleia Constituinte que, em 1949, adoptou o nome Knesset e elegeu Chaim Weizmann como seu primeiro presidente.
Com 120 legisladores eleitos para mandatos de quatro anos, o Knesset opera sob um sistema parlamentarista, onde o voto é facultativo para cidadãos a partir de 18 anos. Para assegurar uma cadeira, os partidos precisam obter no mínimo 3,25% dos votos.
✨ Nenhum partido conseguiu a maioria absoluta no Knesset, resultando em governos formados por coalizões. Além disso, a atual legislatura completa seu mandato sem dissoluções antecipadas, uma raridade desde 1988.
O novo governo enfrentará desafios significativos para restaurar a confiança da população nas instituições. De acordo com um estudo recente, apenas 29,5% dos israelenses avaliam positivamente a situação do país, e a confiança nas instituições é alarmantemente baixa.
Na percepção pública, há uma insatisfação generalizada. Dados mostram que quase 46,5% da população acredita que seria preferível desmantelar todas as instituições políticas e recomeçar. O futuro governo terá o papel crucial de reconstruir essa confiança.
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Jornalista especializado em Internacional




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