Deputado cassado alega perseguição eleitoral após sentença unânime

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), uma decisão que ele considera sem sentido e que, segundo ele, visa impedir sua candidatura nas próximas eleições.
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF avaliou que Eduardo coagiu magistrados e procurou implementar sanções internacionais contra o Judiciário brasileiro, além de tentar evitar o julgamento de práticas golpistas ligadas ao seu pai, Jair Bolsonaro.
✨ Eduardo se torna 'ficha suja' e enfrenta impedimentos eleitorais até 2034.
O ex-parlamentar, que reside nos Estados Unidos desde 2025, afirma que nunca foi formalmente citado e criticou o relator do caso, Alexandre de Moraes, chamando-o de 'vítima e juiz' do processo. A sua intenção era claramente contestar o que ele descreveu como um julgamento injusto.
"Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula. O verdadeiro objetivo desse julgamento esdrúxulo é barrar minha participação nas eleições.
Apesar de sua tentativa de se candidatar como suplente do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, a condenação o coloca em uma posição complicada, tornando-o inelegível por até oito anos. Embora existam possibilidades de recurso, os efeitos imediatos da decisão são claros.
Durante as deliberações, o ministro Moraes mencionou ações prévias de Eduardo que visavam intimidar instituições brasileiras, citando suas interações com figuras do governo Trump. As redes sociais, onde Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo expressaram apoio a ações prejudiciais ao Brasil, também foram levadas em consideração pela Corte.
O voto de Moraes foi apoiado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que enfatizaram a seriedade das ações de Eduardo, indicando que seu comportamento não só tentava proteger seu pai, mas também impactava negativamente o bem-estar da nação.
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Jornalista especializado em Justiça

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