Nova portaria exige cadastro biométrico para benefícios previdenciários

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva declarou que pretende eliminar a fila de espera no INSS até setembro de 2026, implementando uma nova regra que torna o cadastro biométrico obrigatória para a concessão de diversos benefícios previdenciários.
A portaria, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira, 22, determina que todos os requerentes de benefícios, incluindo aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), devem ter registro biométrico em documentos oficiais, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), título de eleitor ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
✨ Esta exigência será válida para novos pedidos a partir de novembro de 2025, e para o BPC/Loas já está em vigor desde setembro de 2024.
As novas regras abrangem a maioria dos benefícios principais do INSS, incluindo aposentadorias, auxílio por incapacidade, pensão por morte e BPC/Loas. No entanto, a portaria prevê algumas isenções, permitindo que certas categorias de pessoas estejam livres da obrigatoriedade do cadastro biométrico.
Caso o solicitante não realize o registro biométrico nem apresente uma justificativa dentro de um mês, o pedido será considerado como desistência pelo INSS. A medida tem como principal objetivo aumentar a segurança na identificação dos beneficiários, combatendo fraudes no sistema.
A implantação da biometria será gradual. Inicialmente, a exigência abrangia um maior espectro de benefícios para 2026, mas o cronograma foi revisado para janeiro de 2027, permitindo mais tempo para a população se adequar ao novo sistema. Aqueles que já estão recebendo benefícios terão de cumprir a nova regra somente na hora de renovar seus cadastros.
Cidadãos que ainda não têm registros biométricos precisam obter a CIN até janeiro de 2027, enquanto aqueles que já possuem biometria em documentos como CNH ou título de eleitor têm até 2028 para se adequar ao sistema.
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Jornalista especializado em Justiça

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