A demissão se deu por abandono de cargo após mais de 30 faltas consecutivas.

O Ministério da Justiça anunciou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A medida foi justificada por infração disciplinar relacionada ao abandono de cargo, tendo em vista que Eduardo não compareceu ao trabalho sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos.
A decisão foi formalizada pelo ministro Wellington Lima e Silva na última sexta-feira (18) e veiculada no Diário Oficial da União no dia de hoje. A demissão encerra o vínculo de Eduardo com um cargo que apresentava remuneração inicial superior a R$ 14 mil, com possibilidade de progressão salarial ao longo dos anos.
✨ Eduardo Bolsonaro estava afastado de suas funções na Polícia Federal para exercer o mandato na Câmara dos Deputados, mas perdeu a função em dezembro de 2025 devido à perda do mandato por faltas excessivas.
A Polícia Federal conduziu um Processo Administrativo Disciplinar para investigar o abandono de cargo, que foi encaminhado ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final. Em janeiro de 2026, a Corregedoria da PF abriu a investigação após a falta do ex-parlamentar ao retomar suas atividades na corporação.
Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o início de 2025, alegando perseguição política, e recentemente recebeu um green card que autoriza sua residência e trabalho permanentes no país.
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