Pressão de aliados de André Mendonça e reações de Alexandre de Moraes marcam sessão da Corte.

Ministros que apoiam André Mendonça estão pedindo o adiamento da discussão no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de uma investigação a respeito da condução dos inquéritos do Master e INSS pelo relator.
A determinação do presidente do STF, Edson Fachin, para incluir o caso na sessão programada para o dia 23 de setembro surge em resposta à pressão impostas por ministros do grupo de Alexandre de Moraes, que busca esclarecer uma suposta relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
✨ Juristas acreditam que, ao não tomar uma decisão, o STF prolonga a crise interna entre os ministros.
Na sessão mais recente, os ministros próximos a Moraes defenderam que a análise dos dois casos deveria ser feita em conjunto, proposta que foi rejeitada por Fachin. Contudo, essa demandou discussões acaloradas e gerou um pedido de vista de Flavio Dino.
Como Dino possui até 90 dias para devolver o caso para julgamento, os aliados de Mendonça acreditam que a análise sobre a conduta do relator deve ser adiada. A falta de uma decisão clara por parte de Fachin sobre a análise dos casos, que devem continuar sob a Presidência, contribui para a incerteza.
As tensões se agravaram após Moraes enviar um relatório de inteligência da Polícia Federal à Presidência, alegando irregularidades e abuso de autoridade na relatoria dos casos, em resposta a um relatório elaborado pela PF a pedido de Mendonça.
A situação se complicou ainda mais quando Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem, sugerindo que o relatório da PF fosse analisado na mesma sessão de 23 de setembro, afetando o foco do julgamento.
O julgamento foi suspenso com o placar de 4 votos a 3 para manter os casos separados. O pedido de vista de Flávio Dino mudou o rumo da discussão e impossibilitou uma decisão sobre a abertura de apurações contra Moraes até que a questão processual seja resolvida.
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Jornalista especializado em Justiça

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