Julgamento é marcado por crise interna e novas propostas de mudança no funcionamento da Corte.

O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta terça-feira (29) a análise do plano estratégico que estabelece as diretrizes da Corte até 2031.
O julgamento ocorre em meio à crise interna provocada pelos desdobramentos do caso Banco Master, que expôs divergências entre ministros e abriu uma série de discussões sobre o funcionamento do tribunal.
O documento estabelece objetivos como o fortalecimento da confiança pública no Supremo, além de uma prestação jurisdicional mais efetiva, acessível e transparente.
✨ Entre os valores institucionais da Corte estão, integridade, transparência e confiança pública.
A análise ocorrerá em plenário virtual ao longo do dia, com um foco renovado nas questões relacionadas a Moraes e Mendonça, discutidas nas últimas sessões extraordinárias que também enfrentaram embates acalorados entre os ministros.
Antes da interrupção do julgamento, já havia sinalizações favoráveis à aprovação do plano por parte de sete ministros. O relator Edson Fachin ressaltou que o planejamento visa responder a desafios contemporâneos, como a judicialização crescente e a transformação digital.
Gilmar Mendes, durante a discussão, sugeriu mudanças no funcionamento do Supremo, incluindo uma revisão nas regras de distribuição de processos e a necessidade de cumprir prazos internos, além de criticar a lentidão na publicação de acórdãos.
A expectativa é pelo desfecho e manifestação de Alexandre de Moraes, que havia pedido vistas para analisar o plano em mais profundidade.
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Jornalista especializado em Justiça

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