Rio Grande do Sul registra alarmantes estatísticas de agressão

Em 2026, definido pelas Nações Unidas como o ano internacional da mulher agricultora, a violência contra mulheres no ambiente rural permanece uma questão extremamente alarmante. Somente nos primeiros seis meses deste ano, o estado do Rio Grande do Sul registrou 46 casos de feminicídio, e, considerando tentativas de feminicídio, ameaças, estupros e lesões corporais, o total ultrapassa 28.000 registros, conforme os dados do Observatório Estadual de Segurança Pública.
Organizações do agronegócio ressaltam a escassez de dados formais sobre a violência contra as mulheres na zona rural, o que impede a formulação de políticas públicas adequadas. As mulheres que vivem no campo encaram dificuldades adicionais, como:
✨ Além disso, o estado conta com apenas 24 delegacias que atendem menos de 5% dos municípios e apenas 14 casas abrigo em todo o Rio Grande do Sul.
Os desafios para as mulheres no campo incluem ainda:
A violência contra a mulher no campo vai além da violência física e pode abranger:
Estas formas de abuso podem ser perpetuadas não apenas por parceiros, mas também por familiares, complexificando ainda mais a situação.
Federações como a dos Trabalhadores na Agricultura Familiar e a Emater estão empenhadas em promover informações e capacitações para extensionistas rurais, capacitando-os a identificar e ajudar mulheres em situações de violência. A conscientização sobre o que constitui violência é vital para que as mulheres possam buscar o apoio necessário e romper ciclos abusivos.
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Jornalista especializado em Justiça

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