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Justiça
2 min de leitura

Violência contra mulheres no campo cresce no ano internacional da mulher agricultora

Rio Grande do Sul registra alarmantes estatísticas de agressão

Gabriel RodriguesPostado 27 de agosto às 16:25
A
Violência contra mulheres no campo cresce no ano internacional da mulher agricultora
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Em 2026, definido pelas Nações Unidas como o ano internacional da mulher agricultora, a violência contra mulheres no ambiente rural permanece uma questão extremamente alarmante. Somente nos primeiros seis meses deste ano, o estado do Rio Grande do Sul registrou 46 casos de feminicídio, e, considerando tentativas de feminicídio, ameaças, estupros e lesões corporais, o total ultrapassa 28.000 registros, conforme os dados do Observatório Estadual de Segurança Pública.

Desafios no meio rural

Organizações do agronegócio ressaltam a escassez de dados formais sobre a violência contra as mulheres na zona rural, o que impede a formulação de políticas públicas adequadas. As mulheres que vivem no campo encaram dificuldades adicionais, como:

  • 1Reconhecimento do problema de violência
  • 2Barreiras para acessar ajuda
  • 3Isolamento geográfico e social
  • 4Dificuldades no acesso a serviços de apoio

✨ Além disso, o estado conta com apenas 24 delegacias que atendem menos de 5% dos municípios e apenas 14 casas abrigo em todo o Rio Grande do Sul.

Barreiras que as mulheres rurais enfrentam

Os desafios para as mulheres no campo incluem ainda:

  • 1Distâncias consideráveis e falta de sinal telefônico
  • 2Proximidade com os agressores em pequenas localidades
  • 3Dependência econômica e cultural

Variedades de violência

A violência contra a mulher no campo vai além da violência física e pode abranger:

  • 1Violência psicológica
  • 2Violência patrimonial
  • 3Violência sexual
  • 4Violência moral

Estas formas de abuso podem ser perpetuadas não apenas por parceiros, mas também por familiares, complexificando ainda mais a situação.

Ações de apoio e conscientização

Federações como a dos Trabalhadores na Agricultura Familiar e a Emater estão empenhadas em promover informações e capacitações para extensionistas rurais, capacitando-os a identificar e ajudar mulheres em situações de violência. A conscientização sobre o que constitui violência é vital para que as mulheres possam buscar o apoio necessário e romper ciclos abusivos.

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Gabriel Rodrigues

Jornalista especializado em Justiça com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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