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Agronegócio pode gerar 314 milhões de créditos de carbono até 2035

Potencial do setor poderá trazer receitas bilionárias em créditos de carbono

Gabriel Rodrigues06 de agosto de 2026 às 05:15
Agronegócio pode gerar 314 milhões de créditos de carbono até 2035

O agronegócio brasileiro apresenta a possibilidade de gerar até 314,3 milhões de créditos de carbono entre 2025 e 2035, conforme revela um estudo elaborado pela Carbonn Nature, com apoio do Instituto Equilíbrio e do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg), junto à Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Se forem consideradas apenas as metodologias mais consolidadas, estima-se que o setor possa exportar acima de R$ 2 bilhões em créditos de carbono. Uma parte significativa desse total pode ser proveniente da redução das emissões de metano através da gestão de dejetos animais.

Metodologias e Práticas de Redução

A metodologia AMS-III.D, prevista na Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, sugere que as técnicas para reduzir o metano dos dejetos animais têm o potencial de gerar cerca de 312,1 milhões de toneladas de carbono. Além disso, o manejo aprimorado de terras agrícolas, com base na certificação Verra (metodologia VM0042), poderia contribuir com 2,2 milhões de créditos.

Práticas recomendadas incluem rotação de culturas, plantio direto, diminuição de queimadas e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Outras abordagens que aumentam a eficácia no uso de fertilizantes e a irrigação por métodos precisos também fazem parte das estratégias a serem implementadas.

O Brasil já tem as metodologias reconhecidas e a implementação no país, o que dá maior credibilidade aos dados apresentados.

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A redução de emissões de metano é a prática com maior experiência no mercado voluntário de carbono

Natascha Trennepohl

Contexto Adicional

A busca por regulamentação adequada, como a autorização de ITMOs, pode desbloquear o potencial do Brasil no mercado global de créditos de carbono, permitindo que o país atenda a uma demanda crescente por soluções sustentáveis.

De acordo com Trennepohl, a regulação dos ITMOs poderia impactar em até 4% da NDC brasileira. Se 5% dos créditos forem autorizados para exportação, o Brasil poderia gerar 15,7 milhões de toneladas de carbono, com receitas alcançando até R$ 2,4 bilhões. O fornecimento para empresas aéreas internacionais poderia aumentar este retorno para R$ 3,5 bilhões.

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