São Paulo antecipa universalização de água e esgoto para 2029

Após a desestatização da Sabesp, o governo de São Paulo informou que os investimentos em saneamento aumentaram 120%, alavancando o projeto de universalização de serviços de água e esgoto para 2029.
Com o novo contrato estabelecido em 2024, o estado registrou um investimento recorde de R$ 15,2 bilhões em saneamento, superando em 120% os R$ 6,9 bilhões do ano anterior. A Sabesp, responsável por atender 368 dos 645 municípios do estado, tem ampliado suas operações substancialmente.
Embora o Novo Marco Legal do Saneamento, sancionado em 2023, estabeleça a meta de que 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto até 2033, dúvidas sobre a capacidade de alcançá-las aumentam, com o tempo passando rapidamente. Para São Paulo, as projeções já indicam que, entre 2024 e 2026, mais de 87% da população terá acesso à água, 77% à coleta de esgoto e 71% ao tratamento de esgoto.
Um estudo do Instituto Trata Brasil e da consultoria EX ANTE estima que a universalização do saneamento pode trazer benefícios socioeconômicos superiores a R$ 1,4 trilhão até 2040. Após descontar os custos de expansão da infraestrutura, os ganhos líquidos são projetados em mais de R$ 815 bilhões nesse mesmo período.
✨ O impacto principal está na produtividade do trabalho, que pode gerar mais de R$ 437 bilhões em benefícios devido à redução de doenças e aumento da capacidade produtiva.
O governo paulista planeja investir R$ 70 bilhões até o final da década, cumprindo a meta de universalização dos serviços de forma antecipada. Além disso, o Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos que podem alcançar R$ 260 bilhões até 2060.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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