Companhia prioriza Morro do Ferro em Minas Gerais para 2030

A Power Minerals está se preparando para iniciar, em 2030, a produção comercial de terras raras no Morro do Ferro, localizado em Minas Gerais. A empresa, atualmente, não considera a captação de investimentos de origem chinesa para o desenvolvimento de seus ativos.
Em entrevista ao programa Mapa da Mina, da CNN Brasil, Luiz Curado, diretor de Desenvolvimento de Negócios da companhia, destacou a intenção da Power Minerals de se posicionar dentro da reestruturação das cadeias produtivas ocidentais, em resposta à demanda crescente dos Estados Unidos e parceiros para fontes de fornecimento de minerais críticos que sejam mais confiáveis e independentes da China.
Curado mencionou que a região de Poços de Caldas possui um grande potencial. Ele afirmou que, em um cenário otimista, a produção poderia ser iniciada em 2030, e em um cenário mais conservador, em 2032. O projeto Morro do Ferro é o foco principal da Power em terras raras, elementos fundamentais para a fabricação de produtos como ímãs permanentes, que são utilizados em tecnologias de ponta, como veículos elétricos e geração de energia eólica.
De acordo com Curado, a ênfase na ativação deste projeto está intimamente ligada ao atual ambiente geopolítico, onde nações ocidentais buscam diversificar suas fontes de suprimento.
"Realizamos reuniões em Washington para apresentar nossos projetos e reforçar o interesse do governo dos EUA em financiar o desenvolvimento da cadeia de terras raras no Brasil.
✨ A Power Minerals não está considerando atualmente atrair investimentos de empresas chinesas, priorizando relações com investidores ocidentais.
Além das terras raras, a empresa está explorando a possibilidade de comercializar o gálio encontrado no projeto Morro do Ferro, com potencial interesse já demonstrado por compradores. O gálio é crucial na indústria de semicondutores e está na lista de minerais críticos dos EUA.
Curado comentou que a viabilidade de recuperar gálio como um subproduto das operações de terras raras ainda depende de estudos técnicos que devem determinar se o material pode ser concentrado e vendido comercialmente.
O executivo da Power Minerals também abordou a implementação de mecanismos de preços mínimos nos contratos de terras raras, o que poderá melhorar a previsibilidade de receitas e facilitar o financiamento dos projetos futuros.
Semelhante ao que ocorreu nos EUA, onde um acordo com a MP Materials estabeleceu um preço mínimo para produtos de neodímio e praseodímio, a Power pretende buscar alternativas que assegurem segurança financeira à medida que seu projeto Morro do Ferro progride nas etapas de exploração e viabilidade.
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Jornalista especializado em Negócios




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