Governo avalia medidas de reciprocidade em resposta às sanções

Os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores do Brasil manifestaram sua insatisfação em um comunicado conjunto, em resposta às recentes restrições de importação impostas pela União Europeia a certos produtos agropecuários. Esta ação da UE é atribuída à falta de comprovação por parte do Brasil sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal.
Com a proibição de exportação de produtos como carnes, pescados, mel e ovos, o governo não descarta a aplicação de medidas de reciprocidade. As pastas afirmaram que, se as negociações não gerarem resultados rápidos, o Brasil pode recorrer a mecanismos legais para restabelecer condições de comércio justas.
✨ O Brasil reafirma seu status como um dos principais fornecedores de proteína animal para a Europa.
Ainda no comunicado, os ministérios destacaram que as novas restrições prejudicam os avanços obtidos por meio de quotas e reduções tarifárias garantidas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Se não revertidas rapidamente, essas restrições podem comprometer a equidade das concessões discutidas durante as negociações.
O governo brasileiro se compromete a manter comunicação constante com a União Europeia e os setores produtivos afetados, visando a continuidade dos fluxos comerciais. Além disso, foi ressaltado que o Brasil já tomou as medidas necessárias e apresentou toda a documentação exigida pelas autoridades europeias para os produtos agora embargados.
"O Governo brasileiro espera que o diálogo técnico em andamento leve a uma solução rápida e fundamentada em critérios científicos, além de resistir a pressões protecionistas.
As sanções da União Europeia têm gerado incertezas no comércio de produtos agropecuários e levantam preocupações sobre possíveis medidas de reciprocidade que o Brasil pode adotar conforme sua legislação.
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Jornalista especializado em Política

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