Medida provocou reações adversas entre apoiadores do presidente e do senador.

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar o horário de votação no segundo turno da eleição presidencial gerou reações nas campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo.
Apoientes de Lula elogiaram a medida, que visou atender a pedidos da campanha petista por conta das dificuldades de transporte enfrentadas por eleitores. Em contrapartida, aliados de Flávio Bolsonaro acusaram Zanin de interferir no processo eleitoral, levantando suspeitas sobre fraudes, embora sem apresentar evidências.
Coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) chegou a afirmar que a decisão poderia ser um "golpe judiciário" e uma "chicana administrativa". Ele pediu que o bom senso prevalecesse e criticou a medida como "vergonhosa e intempestiva".
✨ Foi a primeira vez desde 1994 que o horário de votação foi prorrogado no Brasil, atendendo a um pedido da campanha de Lula para que eleitores em dificuldades pudessem votar.
A prorrogação só se aplicou às seções que ainda não tinham encerrado a votação. Apesar de tensões entre os membros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais a acatar a decisão de Zanin.
Entre os críticos, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chamou a prorrogação de contestável, enquanto outros membros da oposição, como Eduardo Bolsonaro, insinuaram que alterações nas regras poderiam comprometer a aceitação do resultado das eleições.
Em defesa da prorrogação, o presidente do PT, Edinho Silva, sugeriu que aqueles que chegassem atrasados aos locais de votação tivessem a chance de votar em cédulas de papel. O governo também expressou a necessidade de apurações sobre a redução da frota de transporte em várias cidades.
Ministros da atual gestão tomaram posições variadas sobre a decisão. Enquanto Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, celebrou a prorrogação como uma vitória contra tentativas de golpe, outros, como José Guimarães, criticaram a gestão das questões eleitorais.
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