Candidato evita esclarecer de onde virão os 250 bilhões em redução de despesas.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) não forneceu informações detalhadas sobre seu plano de cortar mais de 250 bilhões de reais em despesas do governo durante entrevista à TV Globo. Em resposta a questionamentos, o senador mencionou Lula (PT) e evitou indicar quais áreas do orçamento seriam afetadas se fosse eleito.
Bolsonaro declarou: “O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula. Ele é o maior problema para esse desajuste de contas.” Ele mencionou ainda que o equilíbrio das contas públicas seria alcançado através do aumento de receitas provenientes dos royalties do petróleo da Margem Equatorial, cuja exploração comercial está prevista para iniciar em sete anos, e do “combate à corrupção”.
A campanha do PL estuda um pacote de medidas fiscais que visa conter as despesas obrigatórias da União, visando um ajuste inicial de aproximadamente 2% do PIB, o que corresponde a cerca de 250 bilhões de reais. Os petistas têm explorado o tema, alegando que o senador planeja cortes em programas sociais, saúde e educação.
✨ Flávio Bolsonaro garantiu que manterá os reajustes do salário mínimo acima da inflação e negou que desvinculará o reajuste das aposentadorias do valor aplicado ao salário mínimo.
Além disso, ao ser questionado, o candidato negou que tenha intenções de oferecer um cargo a seu pai, Jair Bolsonaro (PL), em um possível governo, e afirmou que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA, não assumirá o Itamaraty.
Durante a sua entrevista, Flávio Bolsonaro enfrentou um panelaço orquestrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que gerenciador do canal “Tropa do Lula”, com mais de 4 milhões de membros no WhatsApp. Janones incentivou o panelaço utilizando a hashtag #DilmaSeraVingada, em alusão aos protestos durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Imagens nas redes sociais mostram a mobilização em várias cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte.
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