Câmara não pautará projeto aprovado no Senado devido a riscos fiscais.

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, anunciou que não pautará o projeto de renegociação de dívidas rurais que foi recentemente aprovado pelo Senado, devido ao seu potencial impacto fiscal.
De acordo com a equipe econômica do governo, a minuta acarretaria um custo de R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos. Contudo, essa estimativa é contestada pela Frente Parlamentar da Agropecuária, que alega que o valor real seria de R$ 65 bilhões.
✨ Motta qualificou a proposta como 'impagável' e ressaltou que as intervenções no agronegócio devem ter limites.
Inicialmente, a proposta visava auxiliar agricultores do Rio Grande do Sul, fortemente afetados por enchentes e estiagens. Durante sua tramitação, houve tentativas de expandir essa ajuda a outros estados do Nordeste, situação que Motta se antecipou a barrar, entendendo que provocaria um efeito financeiro excessivo.
Antes da votação no Senado, o presidente Davi Alcolumbre entrou em contato com Motta para questionar sobre a possibilidade de pautar a proposta na Câmara. Motta, porém, teria afirmado desconhecer o conteúdo e não se comprometer a discutir a votação.
Apesar das orientações do governo para evitar a votação do projeto, Alcolumbre incluiu o item na pauta do Senado. Nos bastidores, Motta expressou desconforto com a tensão crescente entre o presidente Lula e Alcolumbre, que surgiu após a rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele ressaltou a importância do diálogo entre o governo e o Congresso.
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Jornalista especializado em Política




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