Presidente critica 'denuncismo' e defende ampla defesa para todos os envolvidos nas apurações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que a sociedade brasileira não pode ficar assistindo ao "denuncismo" diariamente sem que haja conclusão das apurações envolvendo a crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula defendeu a investigação das denúncias, enfatizando que ninguém está acima da lei, e avaliou que o debate que ocorreu na Corte na terça-feira (15) "não é correto".
✨ O presidente também mencionou que é necessário esclarecer as denúncias para preservar a credibilidade do STF, afirmando que "a Suprema Corte não pode ter sua vida manchada".
O presidente voltou a defender o direito à ampla defesa e à presunção de inocência, mas destacou que irregularidades devem ser apuradas. Ele declarou que "ninguém está acima da lei, nem eu, nem o Fachin, nem o ministro da Suprema Corte".
Sobre a sequência de acusações envolvendo o Judiciário, Lula disse que a população está cansada de ouvir denúncias sem respostas e acredita que o STF deve conduzir o processo de forma a não impactar as eleições.
"Vamos fazer uma reforma no Poder Judiciário", acrescentou Lula, reconhecendo que a imagem da instituição necessita de melhorias e que existem queixas recorrentes sobre seu funcionamento.
Apesar de criticar o clima no STF, Lula elogiou a atuação de Alexandre de Moraes, que, segundo ele, teve um papel crucial na defesa da democracia após as eleições de 2022.
Lula também expressou sua indignação em relação à crise institucional, mas manifestou confiança de que a situação será esclarecida e que as reformas necessárias no Judiciário e na política serão discutidas.
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Jornalista especializado em Política




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