Medidas visam melhorar a economia e aumentar a justiça fiscal

O ministro Dario Durigan, da Fazenda, manifestou apoio à elevação da tributação sobre a renda dos cidadãos no Brasil, focando nas pessoas com maiores rendimentos durante uma entrevista ao g1. Ele enfatizou que essa medida, junto com a reformulação dos programas sociais e a redução de benefícios fiscais, pode ser crucial para impulsionar a economia do país nos próximos anos.
Segundo Durigan, a carga tributária sobre a renda no Brasil é historicamente inferior em comparação a outras nações desenvolvidas. Ele destacou que a recente reforma tributária não alterou essa realidade, mantendo o Brasil como um dos países que mais penaliza sua população mais pobre com altas taxas sobre o consumo.
✨ A carga tributária sobre lucros e dividendos foi isenta no Brasil desde 1995, colocando o país entre os poucos que não taxam essa renda.
Durigan argumentou que a tributação de lucros e dividendos é uma prática adotada em nações da OCDE, onde a alíquota média é de 24,7%. Ele lembrou que tentativas anteriores para implementar essa medida falharam no Senado, mesmo após aprovação inicial na Câmara em 2021, mas ressalta que seria uma forma de aumentar a arrecadação em mais de R$ 100 bilhões anualmente.
Outro ponto abordado por Durigan foi a necessidade de cortar os chamados 'gastos tributários', que somam mais de R$ 600 bilhões anualmente. O ministro acredita que, ao fazer isso, o Brasil pode corrigir distorções tributárias, propõe uma redução constante desses gastos a partir de cortes já realizados, e espera que isso continue no futuro.
✨ Durigan chama atenção para a necessidade de uma reforma sólida nos programas sociais, visando eliminando duplicidades e fraudes.
Durigan enfatizou que a racionalização da estrutura de gastos sociais é essencial para garantir eficácia e eficiência. Ele apoiou a proposta de consolidar programas sociais para evitar desperdícios, considerando que em 2026, os principais benefícios sociais custarão cerca de R$ 550 bilhões. A eficiência no gasto social é fundamental para promover o desenvolvimento e garantir a continuidade dos benefícios a quem realmente precisa.
Ao se pronunciar sobre a desindexação do salário-mínimo e outros gastos, Durigan destacou que essas discussões devem ser deixadas para o próximo governo, que tomará posse em 2027, dado o cenário eleitoral atual. 'Precisamos esperar a próxima eleição para abrir os debates sobre propostas específicas', concluiu.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Presidente classifica falta de reajuste como 'inexplicável' e determina compensação.

Presidente dos EUA reafirma sua posição contra déficits comerciais e pressiona por redução das taxas.

Presidente acredita que Congresso aprovará medida até setembro

Tributo surge em ano eleitoral, segundo especialista, prejudicando investimentos