Ato político em apoio a Flávio Bolsonaro gera polêmica e recorda momentos de violência nas eleições.

O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou um 'caixão' do Partido dos Trabalhadores durante um comício em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) em Manaus, na noite de segunda-feira, 19. O evento contou também com a presença do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP).
Durante o ato, apoiadores entregaram a Ferreira um caixão de isopor, o qual ele ergueu, exibindo uma inscrição com duas datas: 1980, referente ao ano de fundação do PT, e 25/10/2026, data do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula.
Nikolas também compartilhou em suas redes sociais uma imagem de outro 'caixão', acompanhada da mensagem 'RIP (rest in peace, ou descanse em paz) 2026'.
✨ O episódio se insere em uma sequência de actos polêmicos do bolsonarismo que evocam a violência contra opositores nas eleições.
Historicamente, atos de violência política não são novidade. Na campanha de 2018, Jair Bolsonaro chegou a defender 'fuzilar a petralhada do Acre', refletindo um tom agressivo em relação aos adversários durante debates eleitorais.
Além disso, de 2019 a 2022, o governo Bolsonaro liberou, em média, 691 novos registros de armas por dia a caçadores, atiradores e colecionadores, resultando em um aumento de 474% no número de registros de CAC (Caçadores, Atiradores e Colecionadores).
Embora o presidente Lula tenha tentado barrar a flexibilização do armamento com um decreto em 1º de janeiro de 2023, os efeitos do armamentismo do governo anterior ainda são sentidos, com o Brasil registrando 1.259 roubos, furtos ou perdas de armas legais entre janeiro e outubro de 2023.
Flávio Bolsonaro, em entrevista, evitou abordar questões relacionadas ao seu apoio a um projeto de lei que prevê o fim da identificação de munições adquiridas por órgãos de segurança pública, minimizando a relevância da proposta.
Como observou o cientista político Cláudio Couto, a violência no bolsonarismo não é apenas um instrumento, mas um objetivo intrínseco ao movimento, que, segundo ele, define esta trajetória política como 'tanatocrática'.
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