Medidas incluem priorização em benefícios sociais e apoio psicológico

Nesta quinta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou uma nova legislação que estabelece medidas de proteção para trabalhadores resgatados de situações de escravidão. A iniciativa, oficializada no Diário Oficial da União, tem como foco principal os trabalhadores domésticos e traz alterações relevantes no Código Penal e na Lei Maria da Penha.
Entre os principais pontos da nova lei, destaca-se a prioridade para que trabalhadores resgatados acessem benefícios do programa Bolsa Família, caso cumpram os requisitos estabelecidos. A norma também prevê que o governo desenvolva programas específicos de acolhimento, reintegração e readaptação para aqueles que sofreram abusos, discriminação ou condições de trabalho análogas à escravidão.
O texto sancionado determina que, em situações onde haja indícios de trabalho escravo ou violência doméstica, é obrigatória a comunicação do ocorrido ao Ministério do Trabalho e Emprego e ao Ministério Público do Trabalho em um prazo de 48 horas. Além disso, um novo capítulo na Lei do Trabalho Doméstico é introduzido para incluir medidas protetivas.
✨ A legislação prevê que as vítimas também possam ser incluídas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e receber abrigo imediato quando necessário.
Se a vítima for mulher, a lei possibilita a aplicação de medidas da Lei Maria da Penha, garantindo proteção adicional. O custo da implementação dessas medidas será coberto por recursos do orçamento da seguridade social da União, conforme critérios estabelecidos.
Contudo, o presidente Lula vetou uma proposta do Congresso que exigia uma ordem judicial para que as vítimas pudessem acessar o seguro-desemprego. O governo argumentou que essa exigência poderia atrasar o acesso ao benefício, representando um atraso nos direitos sociais.
A lei sancionada é parte de um esforço maior para combater a exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão, que inclui a ampliação da proteção legal e a facilitação do retorno desses trabalhadores ao mercado.
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