Bancada pede ação do TCU após CPMI não aprovar relatório final

A bancada do Novo acionou o Tribunal de Contas da União (TCU), cobrando providências da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça. O pedido se baseia na suposta falta de ações para recuperar recursos no exterior relacionados a fraudes contra beneficiários do INSS.
Em um dos pontos críticos, os parlamentares mencionam a investigação da CPMI do INSS, que aponta que Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS', teria utilizado uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas para disfarçar e movimentar valores ilícitos. A empresa, chamada Camilo & Antunes Limited, teria sido usada para transferir recursos e adquirir rapidamente quatro imóveis no Brasil totalizando cerca de R$ 11 milhões.
✨ Os membros da bancada afirmam que, apesar de formalizações feitas pela CPMI, não houve progressos na cooperação internacional ou medidas concretas para bloquear os ativos.
O documento entregue ao TCU ressalta a inação das autoridades, enfatizando a gravidade da situação e a falta de esforços efetivos para viabilizar a recuperação dos ativos no exterior. Nesse contexto, eles solicitam ao TCU que imponha medidas cautelares, obrigando a AGU e o Ministério da Justiça a elaborar um plano de ação imediato.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou seu relatório final em 27 de março, solicitando o indiciamento de 216 indivíduos, incluindo servidores, entidades e líderes políticos. No entanto, a prorrogação da CPMI não foi aprovada pelo STF, culminando na última reunião no dia 27 que se estendeu até a madrugada do dia 28, encerrando os trabalhos sem um relatório final validado.
A reportagem tentou contato com a AGU e o Ministério da Justiça para obter comentários sobre o caso, mas ainda aguarda resposta.
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