Pentágono investiga ataques de EUA a narcolanchas no Caribe
Casos de 192 mortes levantam questões sobre legalidade das operações

O órgão de supervisão independente do Pentágono está avaliando a legalidade da ofensiva do Exército dos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas, que resultaram na morte de pelo menos 192 pessoas.
Desde setembro do ano passado, sob a administração do ex-presidente Donald Trump, os EUA têm realizado ataques contra lanchas no Caribe e no leste do Oceano Pacífico, alegando estar em guerra contra 'narcoterroristas' da América Latina.
✨ A operação foi criticada por especialistas em direitos humanos, que sugerem que os ataques podem ser considerados execuções extrajudiciais devido à ausência de ameaças imediatas.
A administração Trump não conseguiu apresentar provas concretas de que os alvos da Operação Southern Spear estivessem efetivamente envolvidos com o tráfico de drogas. A situação representa um contragolpe para o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que havia destacado o sucesso da operação.
Em declaração do gabinete do inspetor-geral do Pentágono, ficou claro que a investigação irá examinar o procedimento de seleção de alvos utilizados pelo Comando Sul dos Estados Unidos. O objetivo é verificar se os padrões militares adequados foram seguidos durante os ataques.
Contexto
Os ataques marcam uma mudança radical na estratégia dos Estados Unidos em relação ao combate ao narcotráfico, que tradicionalmente focava na interceptação e apreensão de drogas em alto-mar.
Os EUA também mobilizaram uma significativa força naval na área, realizando até mesmo uma operação na Venezuela com o intuito de capturar o presidente Nicolás Maduro.
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