Novo entendimento permite que mulheres eleitas sem envolvimento em fraude mantenham mandatos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (3) que mulheres eleitas que não tenham envolvimento direto com fraudes na cota de gênero poderão manter seus mandatos. Essa nova interpretação revoga o entendimento que esteve em vigor por dez anos, que determinava a anulação total das chapas fraudulentas.
O Drap, que é o documento que comprova a regularidade das chapas apresentadas pelos partidos para a disputa eleitoral, terá seus efeitos reconsiderados na atualização da norma. Agora, chapas que registrarem fraudes à cota de gênero terão os votos das candidaturas fictícias convertidos em votos de legenda.
✨ Os ministros do TSE reforçaram que cada caso será analisado individualmente, evitando validação automática dos votos.
Além disso, a legislação exige que os partidos assegurem pelo menos 30% de candidaturas de cada gênero nas listas. A nova decisão, que impacta as eleições proporcionais, será aplicada a casos pendentes do pleito de 2022.
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