Cerca de 15% da população mundial sofre com enxaqueca, destacando os efeitos do estresse na doença.

O Dia Mundial de Combate ao Estresse, celebrado em 23 de agosto, tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os efeitos do estresse e sua relação com a saúde mental, especialmente no que diz respeito à enxaqueca.
As crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por estresse e afetam cerca de 15% da população mundial e mais de 30 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A neurologista Thais Villa, fundadora do Headache Center Brasil, explica que a enxaqueca e problemas de saúde mental estão interligados. "O estresse, a ansiedade e a depressão podem aumentar a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca. Por outro lado, viver com uma condição crônica pode provocar ansiedade e preocupações constantes sobre novas crises", afirma.
✨ A enxaqueca não termina quando a dor passa. O paciente vive antecipando a próxima crise, o que impacta sua saúde emocional.
Segundo a OMS, a enxaqueca é uma das principais causas de incapacidade no mundo, influenciando negativamente a concentração e a produtividade no trabalho. Pessoas que sofrem de enxaqueca perdem, em média, 4,6 dias de trabalho por mês.
A neurologista também menciona que o uso excessivo de analgésicos pode agravar a situação, levando à chamada “dor de rebote”. Ela destaca a importância de um diagnóstico adequado e tratamento para evitar que a automedicação se torne parte do problema.
Embora não haja cura para a enxaqueca, as opções de tratamento atuais, como o modelo de Tratamento 360º, buscam controlar a condição e melhorar a qualidade de vida do paciente. Isso inclui a aplicação de toxina botulínica, uso de anticorpos monoclonais anti-CGRP e acompanhamento multiprofissional focado na saúde emocional e manejo do estresse.
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Jornalista especializado em Saúde

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