A competitividade internacional ameaça produtores de alho na região.

O mercado de alho na América do Sul enfrenta um momento crítico, devido à intensa concorrência internacional e disputas comerciais que afetam os produtores em diversos países.
O aumento na oferta externa gerou um desbalanço nos preços, levantando preocupações quanto à viabilidade da produção no curto prazo.
Produtores de Mendoza, na Argentina, já alertaram sobre os desafios enfrentados frente à forte presença de alho chinês no Brasil, seu principal mercado de exportação.
A facilidade de acesso ao alho importado resultou na formação de uma superoferta, diminuindo as oportunidades para o alho argentino no cenário brasileiro.
Além disso, os produtores do sul do Brasil, especialmente em Santa Catarina, também estão sendo impactados, com estimativas indicando que até 60% da safra pode se tornar inviável, colocando em risco cerca de 60 mil empregos.
✨ A Associação Nacional de Produtores de Alho aponta que o alho chinês tem preços cerca de 15% inferiores ao custo de produção local, evidenciando práticas de dumping.
Com o avanço do alho argentino no Brasil, o deputado Ismael dos Santos destacou que esses produtos estão sendo vendidos por valores consideravelmente inferiores aos do mercado nacional, aumentando a pressão sobre os agricultores locais.
O assunto foi apresentado à Frente Parlamentar Agropecuária e ao Ministério da Agricultura, com dados sobre custos e volumes de importação que demonstram a urgência da situação.
Entre as solicitações, estão a abertura de uma investigação antidumping contra o alho argentino e a revisão do modelo de importação do produto chinês.
A associação também alertou que o preço de referência para as importações pode cair ainda mais, enquanto os custos de produção no Brasil continuam a subir, expondo ainda mais os produtores ao risco.
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