Entidade alerta sobre impactos econômicos e classifica proposta como eleitoreira

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Senado nesta quarta-feira (14). A nota, assinada pelo presidente Paulo Skaf, rotulou a proposta como eleitoreira e alertou sobre os possíveis impactos econômicos da mudança.
De acordo com a Fiesp, a redução da jornada de trabalho merecia uma discussão mais aprofundada e não deveria ocorrer em um momento eleitoral. ‘Nossa posição sempre foi a de que um tema dessa magnitude exigia debate profundo e fora do calendário eleitoral, sem o risco de se tornar uma 'PEC Boca de Urna'’, afirmou Skaf.
A entidade expressou sua preocupação em relação ao funcionamento de setores essenciais, como saúde, educação, transporte, supermercados e indústria química. Também levantou questões sobre a ampliação da informalidade e o aumento dos custos para empresas e consumidores.
✨ Entre os impactos citados, estão o possível encarecimento das taxas de condomínio e outras despesas que podem sobrecarregar o orçamento das famílias. ‘Decisões açodadas têm um preço alto. E, infelizmente, essa conta será paga por toda a sociedade’, ressaltou Skaf.
A proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019), aprovada pelo Senado com 75 votos a favor e apenas um contrário, determina dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial, e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com implementação gradual. Agora, a proposta seguirá para promulgação.
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