Ação judicial será analisada por juiz federal após confisco de credenciais.

A CNN e outros dois veículos de imprensa, MSNBC e Politico, ingressaram com uma ação judicial contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após terem o acesso à Casa Branca negado e suas credenciais de imprensa confiscadas. A demanda, baseando-se na Primeira Emenda da Constituição americana, está sendo analisada por um juiz federal no Tribunal Distrital de Washington, D.C.
As três organizações de notícias afirmaram em um comunicado que a revogação foi feita sem aviso prévio ou devido processo e que isso representa uma ameaça à liberdade de imprensa e ao direito do público a um jornalismo independente. "Estamos entrando com uma ação judicial hoje para proteger nossos direitos garantidos pela Primeira Emenda", disseram.
✨ Trump anunciou a proibição sob a justificativa de não gostar de "matérias negativas", o que foi amplamente criticado como inconstitucional por especialistas jurídicos.
A situação se agravou após a CNN ser excluída das responsabilidades de cobertura compartilhada entre os principais veículos de comunicação. Além disso, as repórteres Akayla Gardner (MS NOW), Betsy Klein (CNN) e Cheyenne Haslett (Politico) foram barradas pelo Serviço Secreto ao tentarem acessar a Casa Branca no último sábado.
Historicamente, proibições semelhantes destinadas a restringir o acesso de jornalistas à Casa Branca foram derrubadas por tribunais, reforçando a ideia de que não se pode impedir a cobertura jornalística baseada nos conteúdos publicados.
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Jornalista especializado em Justiça

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