Avaliações internas indicam que desgaste na Corte pode afetar julgamentos e propostas.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) informaram, em caráter reservado, que a crise institucional que afeta a Corte tende a se prolongar, com uma resolução consensual aparentemente distante. O início de uma discussão sobre a possível apuração contra o ministro Alexandre de Moraes parece ter exacerbado as tensões internas.
A situação já impactou as sessões de julgamento e a agenda do presidente do STF, Edson Fachin, que inclui a proposta de um Código de Ética para os magistrados. A crise sem precedentes ultrapassou os plenários e chegou a relações pessoais, evidenciada pelo recente bloqueio do número do ministro Gilmar Mendes pelo ministro Kassio Nunes Marques, após desentendimentos.
✨ Há temores de que novos vazamentos de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro possam agravar ainda mais a crise e afetar a dinâmica entre os ministros.
O plenário do STF realocou sua sessão extraordinária para discutir um relatório da Polícia Federal que envolvia mensagens entre Vorcaro e Moraes, mas não chegaram a analisar o mérito do caso. O julgamento teve uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e Flávio Dino, mas foi suspenso após pedidos de vista, com Dino tendo até 90 dias para se manifestar.
A crise se intensificou após Mendonça levantar o sigilo de relatórios da PF, o que revelou mensagens entre Vorcaro e Moraes, provocando um confronto direto entre os ministros. Moraes acusou Mendonça de liberar informações de maneira seletiva, uma alegação que este negou, defendendo que preservou a confidencialidade de investigações em andamento.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Justiça

Ministro do STF reitera que relator não deve escolher documentos acessíveis ao colegiado.

Ministro Kassio Nunes Marques decide não prosseguir com o caso

Mudança ocorre após decisão do STF que afastou Andrei Rodrigues e Leandro Almada.

Ministro Salomão destaca divergência na jurisprudência sobre vulnerabilidade