Corte registrou quatro votos pela condenação do ex-deputado antes da interrupção.

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará na próxima sexta-feira, 18, o julgamento de um processo de difamação movido pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) contra o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A votação, que começou em abril, teve uma interrupção após o pedido de vista do ministro André Mendonça. Antes dessa pausa, a Corte já havia registrado quatro votos a favor da condenação de Eduardo, sendo eles do relator Alexandre de Moraes e dos ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin, com nenhum voto pela absolvição.
Tabata Amaral recorreu ao STF após Eduardo criticar, em 2021, um projeto que abordava a distribuição de absorventes. O ex-deputado acusou Tabata de agir "com o propósito de beneficiar ilicitamente terceiros" e de "atender ao lobby de seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann, um dos donos da produtora de absorventes P&G".
Embora Dias Toffoli, relator original da queixa-crime, tivesse determinado o arquivamento do caso, um recurso de Tabata levou a questão ao plenário do Supremo, onde Eduardo foi tornado réu.
✨ O relator Alexandre de Moraes propôs a condenação de Eduardo a um ano de detenção, em regime inicial aberto, além de multa equivalente a 39 dias de salário mínimo.
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Jornalista especializado em Justiça

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