Proposta deve ser apresentada até 30 de novembro para melhorar a rastreabilidade das emendas.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o governo federal e o Congresso apresentem, até 30 de novembro, uma proposta conjunta com cronograma para a implementação de um identificador único para as emendas parlamentares.
A medida visa ampliar a transparência e a rastreabilidade das emendas, permitindo a vinculação entre a indicação do parlamentar e o correspondente empenho, que reserva recursos no orçamento para determinados gastos. Essa conexão acontecerá por meio do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e do Transferegov.br.
✨ Entidades participantes apontaram que os códigos utilizados pelo Legislativo não são mantidos nos sistemas de execução do Executivo, dificultando a ligação entre a indicação, o empenho e o beneficiário final.
Câmara e Senado reconheceram a necessidade de aprimorar os mecanismos de rastreamento. Na mesma decisão, Dino também analisou um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) sobre recursos de emendas destinados à saúde, revelando que 17 das 25 auditorias complementares identificaram necessidade de devolução ou recomposição de valores.
O relatório apontou um total de 8,42 milhões de reais em recursos com aplicações irregulares ou não comprovadas, incluindo 7,74 milhões devido a danos aos cofres públicos e 677,8 mil em desvios de finalidade.
Além disso, o ministro Dino determinou que 22 estados e o Distrito Federal prestem informações em 30 dias sobre as providências adotadas para corrigir as deficiências apontadas pelo PSOL nos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas.
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Jornalista especializado em Política

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