Decisão de Nunes Marques atende a pedido de Flávio Bolsonaro; Lula critica como tendenciosa

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão do canal de WhatsApp "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), até o final do segundo turno das eleições presidenciais. A decisão, assinada pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, foi motivada por um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Além da suspensão do canal, a decisão exige que o Facebook apresente um relatório detalhado sobre as mensagens publicadas no canal e informe sobre outros canais que possam ter sido criados ou administrados por Janones desde o dia 5 de outubro.
✨ Lula criticou a medida, acusando a Corte de ser tendenciosa, e declarou que seus advogados agirão para pedir explicações sobre a decisão.
Em uma declaração, Lula afirmou que as ações da Corte têm favorecido a outra candidatura e que a equipe jurídica buscará equilibrar a situação. O presidente disse estar desconfiado da postura da Justiça Eleitoral, que teria bloqueado suas ações enquanto permitia as de seus adversários.
A decisão do TSE classifica a mobilização de Janones como lícita, mas alega que o canal estava sendo usado para fins ilícitos, como a propagação de informações falsas sobre candidatos. O ministro Nunes Marques destacou que o canal, que foi criado com cerca de 55 mil seguidores, cresceu significativamente em poucos dias, atingindo quase 3 milhões de seguidores.
Janones, por sua vez, repudiou a decisão, afirmando que a censura será instaurada caso Flávio Bolsonaro seja eleito.
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