Projeto de Lei visa acabar com o vício em apostas em todo o país

O Brasil se encontra diante de um sério desafio na forma de uma epidemia de jogos de aposta online, com a dependência encarando a quarta posição entre as mais prevalentes no país, logo atrás do uso de álcool, tabaco e cannabis.
✨ A dependência de apostas compromete a saúde mental e financeira de milhões de brasileiros.
Como resposta a essa crise, a bancada do Partido dos Trabalhadores apresentou o Projeto de Lei nº 1808/2026, que propõe a proibição total das apostas no Brasil, destacando a urgência dessa medida não como um ato de moralismo, mas como uma necessidade vital para a saúde pública.
Se aprovado, o projeto revogaria partes das Leis nº 13.756/2018 e nº 14.790/2023, que regulamentam as apostas esportivas e jogos online. Além disso, a proposta restringe toda forma de publicidade relacionada a essas atividades, incluindo parcerias com times esportivos e influenciadores digitais.
A proposta alinha-se com ações já tomadas em outras partes do mundo, como a Premier League da Inglaterra, que proibiu publicidade de casas de apostas nos uniformes dos clubes a partir da temporada 2026/2027, destacando uma crescente preocupação com os danos associados às apostas.
Dados do Ministério da Saúde revelam que 4,4% da população brasileira enfrenta transtornos relacionados ao jogo, um índice superior ao de dependentes de crack e cocaína, sendo reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um transtorno mental.
""A dependência do jogo é muitas vezes acompanhada por depressão e ansiedade. Os dados de suicídio entre apostadores compulsivos são alarmantes"
✨ Para cada apostador em alto risco, estima-se que seis pessoas ao seu redor sejam impactadas financeiramente.
Com cerca de 25 milhões de brasileiros apostando online, o perfil desses apostadores é predominantemente masculino, de baixa renda e provenientes de regiões metropolitanas, especialmente do Nordeste. Apesar da legislação proibir a participação de menores, a publicidade agressiva e a natureza dos algoritmos usados nas plataformas estão atraindo cada vez mais jovens.
Diante desse panorama desolador, a proposta de proibição das apostas busca colocar as necessidades de proteção social, econômica e sanitária da população acima das demandas do mercado. A urgência em restringir essas atividades é inegável, pois se trata de proteger vidas e garantir a estabilidade financeira das famílias brasileiras.
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Ministério da Saúde classifica transtorno do jogo como questão de saúde pública.

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