Nova política deve facilitar investimentos e reduzir burocracia no setor mineral.

Uma nova proposta do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) para a Política Nacional dos Minerais Críticos visa a criação de um cadastro nacional que reunirá informações sobre projetos minerais estratégicos no Brasil, com o objetivo de facilitar investimentos e priorizar ações governamentais.
Com o nome de 'Cadastro Nacional de Projetos de Minerais Críticos e Estratégicos', essa iniciativa funcionará como uma plataforma obrigatória para registrar empreendimentos minerais em território nacional. A proposta busca coletar dados atualmente dispersos entre diversas esferas governamentais, otimizando assim o gerenciamento e a supervisão dos projetos.
✨ O cadastro funcionará como um 'raio-x' dos empreendimentos, permitindo melhor acompanhamento e definição de prioridades.
De acordo com especialistas que acompanham a formulação da política, a centralização das informações é fundamental para reduzir a burocracia, oferecer maior previsibilidade aos investidores e facilitar a coordenação entre órgãos públicos responsáveis pelo licenciamento e financiamento do setor.
O relatório de Jardim também abordará instrumentos de financiamento, estímulos fiscais e mecanismos que promovam a transformação mineral de maneira sustentável e com baixa emissão de carbono. Entre os projetos que entrarão no cadastro estão aqueles aprovados pelo Conselho de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) e os que se encontram em áreas definidas como estratégicas pelo governo.
"Essa política busca não apenas organizar o potencial mineral do país, mas também transformá-lo em projetos financiáveis e com valor agregado.
O Brasil é rico em minerais essenciais para a transição energética, como lítio, cobre e elementos de terras raras, mas enfrenta desafios para converter esse potencial em projetos produtivos.
Além disso, será instituído um Programa Federal de Beneficiamento e Transformação Mineral, que visa impulsionar as etapas de maior valor agregado na cadeia produtiva, beneficiando empresas que atuem na produção de insumos e sistemas energéticos.
A proposta também exigirá a destinação de 0,50% da receita bruta das empresas para pesquisa e desenvolvimento em inovação tecnológica, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a competitividade do setor.
Com esse avanço, o Brasil busca ocupar uma posição de destaque nas cadeias globais ligadas a minerais essenciais para tecnologias limpas e indústria de defesa, aproveitando seu potencial geológico ainda inexplorado.
A expectativa é que o relatório final seja apresentado na próxima terça-feira (5), com o governo federal elaborando sugestões finais para o relator.
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Jornalista especializado em Brasil

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