Ministro analisa investigações após parecer da PGR.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, está inclinado a não transferir os inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, para a primeira instância. A decisão ocorre em meio a considerações sobre evidências encontradas em um celular de uma lobista.
Segundo fontes ligadas ao ministro, ele está revisando a solicitação feita pela Procuradoria-Geral da República, que recomendou a remessa do caso para um órgão inferior. O que pesa na decisão é o fato de que mensagens no celular de Roberta Luchsinger, a lobista, mencionam figuras públicas com foro privilegiado.
✨ Principais evidências não foram ainda devidamente analisadas pela Polícia Federal.
Mendonça observou que já houve situações parecidas, como no caso do Banco Master, que inicialmente foi investigado na primeira instância, mas que se transferiu ao STF devido à menção a autoridades com foro privilegiado.
Apesar de a PGR sugerir o sorteio de novos inquéritos, os processos acabaram, novamente, sob análise de Mendonça, levando a questionamentos sobre a atuação anterior da Procuradoria em relação à remessa desses casos.
O foro privilegiado permite que certas autoridades sejam julgadas apenas por tribunais superiores, o que pode complicar o andamento de investigações em nível inferior.
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Jornalista especializado em Justiça

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