Evento reuniu mais de mil participantes e simulou ataques cibernéticos.

Entre os dias 21 e 25 de setembro, o Exército brasileiro coordenou a oitava edição do evento Guardião Cibernético, na véspera das eleições presidenciais. A iniciativa ocorre em meio a alertas sobre possíveis interferências estrangeiras no pleito, conforme especialistas e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O evento contou com a participação de 1.300 pessoas em Brasília e em outras seis capitais, como São Paulo, Recife e Curitiba. Envolvendo cerca de 300 organizações e representantes de 14 países, o Guardião Cibernético foi classificado como um dos mais abrangentes treinamentos de defesa cibernética do Hemisfério Sul.
Durante o exercício, foram simuladas ameaças digitais com o objetivo de treinar a cooperação entre instituições públicas e privadas para enfrentar ataques cibernéticos que poderiam afetar serviços essenciais. O Exército destacou que cenários complexos de ciberataques foram reproduzidos, possibilitando a testagem de procedimentos e a identificação de soluções para aumentar a resiliência nacional.
✨ A Abin divulgou um relatório alertando para a possibilidade de interferência externa nas eleições brasileiras, com um 'nível de criticidade' em relação à hegemonia dos EUA na América Latina.
Além das Forças Armadas, participaram órgãos governamentais, entidades reguladoras e operadores de infraestruturas críticas nos setores de energia, telecomunicações e finanças. Recentemente, a Casa Branca anunciou uma colaboração com empresas privadas para acesso a sistemas de informação sem autorização, levantando preocupações sobre a segurança das eleições.
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Jornalista especializado em Justiça

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