STF julga prisão de deputado do RJ sem Alerj
Decisão de Moraes gera discussão sobre immunidade parlamentar

A Primeira Turma do STF irá deliberar na quinta-feira (7) sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que confirmou a prisão do deputado estadual Thiago Rangel Lima (Avante) sem a necessidade da análise da Alerj.
Rangel, que tomou posse como deputado no Rio de Janeiro em 2022, foi detido pela Polícia Federal (PF) na manhã de terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que também resultou na prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
✨ Moraes decidiu manter a prisão de Rangel mesmo sem a manifestação da Assembleia Legislativa do Rio.
Na decisão, Moraes afirmou que a Assembleia Legislativa tem utilizado suas prerrogativas constitucionais para, muitas vezes, criar 'sistemas de impunidade' a parlamentares, especialmente em casos relacionados a investigações criminais.
O ministro solicitou ao presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, que o caso seja incluído em uma sessão virtual para referendar a medida que afasta a aplicação do artigo 102, § 2º da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, que normalmente exige a deliberação da Assembleia sobre a manutenção da prisão de deputados estaduais.
Contexto
O artigo 102, § 2º da Constituição do RJ prevê que a manutenção da prisão de deputados deve ser decidida pela Assembleia Legislativa, mas essa regra pode ser contestada em casos excepcionais.
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